quarta-feira, 1 de abril de 2009

20 anos de espera,agora finalmente sai na net a edição 3 de um grande quandrinho de Alan Moore

Big Numbers #3 está online. Para quem conhece a fundo o trabalho de Alan Moore, foi uma espera de quase 20 anos para ver estas páginas.

A edição pode ser conferida aqui > http://glycon.livejournal.com/11817.html

Big Numbers poderia ter sido o trabalho mais ambicioso de Moore: baseada na Teoria do Caos, mostraria as repercussões da instalação de um shopping center em uma pequena cidade britânica, através da visão de dezenas de personagens. Projetada para ter 12 edições, começou a ser publicada pela editora fundada pelo próprio Moore, a Mad Love, em 1990, com desenhos do astro Bill Sienkiewicz.

Apenas duas edições foram lançadas. Há várias versões do porquê: a mais politicamente correta é que Sienkiewicz desistiu do trabalho em função de outros compromissos e seu assistente Al Columbia, que deveria substituí-lo, desenhou mais duas edições e também abandonou o projeto.

Já a versão politicamente incorreta diz que Sienkiewicz não tolerava o alto controle sobre a HQ que Moore impunha com seus roteiros, e por isso abandonou o projeto. Já Columbia não teria apenas abandonado o trabalho, mas também queimado as páginas em um ato de fúria.

O material parece ser legítimo: o texto lembra Moore e os desenhos, quando não são identificáveis no estilo de Bill Sienkiewicz, provavelmente podem ser atribuídos a Al Columbia.

Pelo menos 1/4 do projeto está disponível para os fãs de Moore. O resto, infelizmente, deve ficar só na biblioteca das grandes obras intermináveis dos quadrinhos.


Reclamações publicas dos escritores da DC.



O clima entre os escritores da DC Comics e a editora continua não sendo dos melhores. Dois deles vieram a público recentemente reclamar da interferência editorial pesada, e sempre de última hora, em seus trabalhos.

O primeiro foi Dwayne McDuffie, escritor da série Justice League of America - que atualmente vem sendo detonada pela crítica. Em conversa com fãs no fórum The V Hive, ele disse que tem que reescrever muitos dos seus roteiros - quando eles não são reescritos no próprio escritório da DC, pelos editores.

"Escrevi uma cena no cemitério que recentemente tive que reescrever rápido, e o resultado não me agradou muito", diz McDuffie. Perguntado por um fã se ele "realmente gosta de escrever Liga da Justiça", com tanta interferência editorial, McDuffie foi direto: "Não, não gosto".

Vale lembrar que o autor foi um dos principais roteiristas do seriado animado Liga da Justiça Sem Limites, em geral bem visto pelos fãs.

O outro roteirista que se manifestou contra a DC é Judd Winick, que assumirá em breve a nova série de Batman. Em entrevista ao Comic Book Resources, ele disse que havia sido convidado inicialmente para escrever a minissérie Battle for the Cowl, que decidirá quem será o próximo homem-morcego. E chegou a escrever dois capítulos da mini.

"Eu estava bem avançado quanto aos prazos. Sabia como as coisas iam acabar e estava entusiasmado, então decidi correr. Tinha duas edições prontas e estava seguindo em frente (...). Mas quando me reuni com os editores, Mike Marts entre eles, já que minha história estava imensa, descobrimos que eu estava esgotando ideias que eles queriam usar nas séries mensais, depois. Eu estava queimando toda lenha, pois eram as ordens que tinha recebido. Era para eu contar esta gigantesca história sobre como chegamos lá. Battle for the Cowl seria grande. Quatro edições, duas por mês, com 30 páginas cada. (...)

Então todo mundo respirou fundo, me olhou e disse: 'temos que cortar'. E Dan Didio e Mike Marts disseram: 'Azar. Vamos pegar 1/8 da história que você trabalhou, essa parte aqui, aquela outra ali, e é isso que vai ser Battle for the Cowl. O resto você usa na série mensal'. Eu me ofereci para terminar Battle for the Cowl. Eles: 'Não, esquece. Continue com a série'. Eu estava pegando fogo. Ao invés de me pedirem para reescrever, eles disseram: 'Vamos deixar com o Tony [Daniel]. Ele está pronto. Ele já está trabalhando na história mesmo'."

Interferências editoriais e reclamações são comuns no mercado de quadrinhos, como em qualquer outro trabalho. Quando as reclamações vêm a público, porém, é porque a coisa ficou feia. E a DC já tem história:editores e outros escritores, como Grand Morrison e Chuck Dixon, já atacaram as políticas editoriais da casa de Batman e Superman.

Parte dos fãs vêem como o maior "problema" da editora o editor-chefe do Universo DC Dan DiDio. Mesmo com rumores de sua demissão, com a DC perdendo cada vez mais terreno para a Marvel no mercado e todas as críticas a séries como Contagem Regressiva e Final Crisis, nada indica que ele vá deixar o posto tão cedo.

sexta-feira, 27 de março de 2009


Terror é tudo aquilo que vemos nos noticiarios.
O medo que tenho,é dos seres que se dizem humanos.

Anarcoprimitivismo


Tyler Durden: Eu quero que você me faça um favor.
Narrator: Sim, claro...
Tyler Durden: Eu quero que você me golpeie o mais forte que puder.
(...)
Tyler Durden: Por quê? Eu não sei. Eu nunca estive numa briga. E você?
Narrator: Não, mas isso é algo bom.
Tyler Durden: Não, não é. Quanto você pode conhecer sobre você mesmo se você nunca esteve numa briga? Eu não quero morrer sem cicatrizes. Então, vai, me golpeie antes que eu perca a paciência.
Narrator: Isso é loucura.
(...)
Narrator: O que? No rosto?
Tyler Durden: Surpreenda-me.
Narrator: Isso é muito estúpido.

Tyler Durden: Escute aqui! Você tem que considerar a possibilidade de que Deus não gosta de você. Ele nunca te quis. Que provavelmente, Ele te odeia. Isso não é o pior que pode acontecer.
Narrator: Não é?
(...)
Tyler Durden: Dane-se a condenação, cara! Dane-se a redenção! Nós somos os filhos indesejados de Deus? Então que seja!
Narrator: OK. Me dá um pouco de água!
Tyler Durden: Escuta, você pode passar água na sua mão e fazer a queimadura piorar ou...
Narrador: [grita]
Tyler Durden: Olhe para mim... ou você pode usar vinagre e neutralizar a quimadura.
Narrator: Por favor, me dê... Por favor!
Tyler Durden: Primeiro você tem que se render, primeiro você tem que SABER... não temer... SABER... que um dia você vai morrer.

Tyler Durden: Sabe por que eles colocam máscaras de oxigênio nos aviões?
Narrator: Para que possamos respirar.
Tyler Durden: Oxigênio te deixa chapado. Numa emergência catastrófica, você inspira doses gigantes por causa do pânico. De repente você fica eufórico, dócil. Você aceita o seu destino. Está tudo bem aqui. Pouso de emergência na água - 600 milhas por hora. Rostos inexpressivos, calmos como vacas Hindus.
Narrator: Essa é, hum... Essa é uma teoria interessante.

Narrator: Quando as pessoas pensam que você está morrendo elas realmente, realmente te escutam, ao invés de só...
Marla Singer: ... ao invés de só esperarem a vez delas de falar?

Narrator: [lendo] Eu sou o cólon de Jack.
Tyler Durden: Eu pego câncer, eu mato o Jack.
ps: Jack é apenas uma referência do narrador ao modo de viver, e não ele próprio.


segunda-feira, 23 de março de 2009


Radiohead em turnê com o álbum In Rainbows (2007), a banda fez sua primeira apresentação no País nesta sexta, no Rio, e agora na capital paulista, onde aconteceu até um "dueto" forçado pela platéia.

Em um show marcado pelo repertório variado entre canções do álbum mais recente e seus antecessores, a banda britânica se deparou com um momento inusitado. Ao finalizar Paranoid Android, canção do CD OK, Computer (1997), a platéia permaneceu entoando o coro que marca o fim da música. Nesta situação, o vocalista Thom Yorke voltou ao microfone e prolongou o verso com a ajuda do backing vocal do público.

Embora as canções de In Rainbows como Bodysnatchers e 15 Step tenham contagiado os fãs, os maiores momentos de emoção ficaram por conta do antigos sucessos como Lucky, Creep e Fake Plastic Trees. Esta última conhecida especialmente no Brasil por ter se consagrado como "música do Carlinhos" ao virar trilha sonora de um comercial de TV que repudiava a discriminação de crianças com Síndrome de Down. Ao fim da canção, era possível ouvir gritos de "Carlinhos" entre a platéia.

O show
Algo raro quando falamos em shows no Brasil, a pontualidade do Radiohead foi britânica. O grupo liderado por Thom Yorke subiu ao palco às 22h abrindo com 15 Step. A banda então relembrou There There, uma das músicas mais conhecidas do álbum Hail to the Thief, lançado em 2003.

Intercalando canções novas e antigas, os britânicos encaixaram hits mais acelerados como Weird Fishes com hits conhecidos como Karma Police e Idioteque.

Além das já tradicionais caretas de Thom Yorke, quem conferiu a apresentação pôde ver a estrutura completa do palco do Radiohead. Com tubos luminosos que iam desde o teto da estrutura até próximo dos integrantes, o grupo deu um efeito visual diferenciado.

A sincronia entre luzes e cores seguiam o ritmo das músicas e davam o tom com efeitos que iam desde ondas oscilantes e cascatas de luz.

Já no telão, que deixou o público na mão logo ao fim da primeira música e só voltou a funcionar na sexta canção do setlist, fazia um mosaico de imagens seguindo os membros da banda. Com alguns ângulos inusitados, era possível acompanhar a movimentação dos integrantes e suas performances fora dos formatos tradicionais.

Bis do bis do bis
Para encerrar, tarefa difícil para os britânicos, o Radiohead foi até o terceiro bis até se despedir do público paulista. Após deixarem o palco pela primeira vez, a banda retornou com Videotape, Paranoid Android, Fake Plastic Trees, Lucky e Reckoner.

Enquanto a deixa serviu para parte do público já deixar o local, Thom Yorke e seu grupo voltou com House of Cards, You and Whose Army e Everything In It¿s Place. Ao deixar o palco, poucos pensaram que o Radiohead iria voltar. Engano. "Adivinhem qual é essa", anunciou o vocalista antes de cantar Creep, embalada em coro pelos paulista na última atração do Just a Fest.


setlist de SP:
15 Step
There There
The National Anthem
All I Need
Pyramid Song
Karma Police
Nude
Weird Fishes/Arpeggi
The Gloaming
Talk Show Host
Optimistic
Faust Arp
Jigsaw Falling Into Place
Idioteque
Climbing Up The Walls
Exit Music (For A Film)
Bodysnatchers

Bis 1
Videotape
Paranoid Android
Fake Plastic Trees
Lucky
Reckoner

Bis 2
House of Cards
You and Whose Army
Everything In Its Right Place

Bis 3 Creep

sexta-feira, 20 de março de 2009


Quem nunca leu as famosas tiras de Bill Watterson com os famoso guri nerd com grande senso de humor Calvin e seu fiel amigo imaginario de pelúcia Hobbes(Haroldo no Brasil)?

Mas a questão é que todo mundo sabe que Calvin nunca cresceu,não nas tiras de Watterson,que abandonou o personagem em 1995.
Mas os fãs nunca deixaram de pensar o que aconteceria com Calvin depois das tiras,como seria a sua adolecência.

Mas um quadrinista ainda não-identificado lançou na web esta semana uma página que tem tudo para ser um sacrilégio na cabeça de Watterson e dos fãs mais devotos assim como eu: Calvin e sua eterna inimiga Susie Derkins, adolescentes, na cama, prestes a fazer o que todo adolescente pensa quando está a sós com uma garota xD. Mas Haroldo entra na história.
[imagem acima]

Kiss,disco com musicas ineditas já está pronto!


O baixista e vocalista do Kiss, Gene Simmons, contou à revista Rolling Stone que o próximo álbum da banda já está pronto. A notícia chega pouco tempo depois de anunciar que voltaria ao estúdio.

O disco ainda não tem nome e data de lançamento, mas, de acordo com Simmons, não terá grandes surpresas: "Será algo na linha dos clássicos dos anos 1970". Em entrevista ao site Blabbermouth, o guitarrista e vocalista, Paul Stanley, havia dito no começo do mês que o álbum deve ser lançado no segundo semestre.

O último álbum de inéditas dos estadunidenses foi Psycho Circus, de 1998, com a formação clássica da banda: Simmons, Stanley, Ace Frehley (guitarra) e Peter Criss (bateria).

A banda desembarca no Brasil na primeira semana de abril pra apresentações no Rio de Janeiro e São Paulo.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Videoclipes dirigidos por Heath Ledger serão lançados este ano.


Serão lançados dois videoclipes dirigidos pelo ator Heath Ledger, falecido em janeiro de 2008. O primeiro é uma animação para a faixa "King Rat", da banda Modest Mouse - informação confirmada pela banda à revista Spin. O clipe ainda não tem data de lançamento.

A música saiu como faixa bônus do álbum de 2007 da banda, We Were Dead Before the Ship Even Sank, e, de acordo com o vocalista do Modest Mouse, Isaac Brock, a colaboração com Ledger veio depois de um encontro despretensioso dos dois: "Heath e eu temos um amigo em comum e quando estávamos na Austrália, minha noiva e alguns de nós fomos passear de barco com ele, os amigos e a família, e acabamos falando a respeito disso. Depois a coisa toda ficou parada. Daí então ele me mandou um e-mail dizendo que queria dirigir o clipe", disse Brock ao VH1 ainda em 2007.

Naquele ano, o músico dizia que o cineasta Terry Gilliam (que dirigiu Ledger em Irmãos Grimm e The Imaginarium of Doctor Parnassus) seria o animador do clipe, mas agora a Billboard afirma que quem ilustrou o vídeo foi Daniel Auber, integrante do coletivo de arte formado por Ledger, The Massive.

O segundo vídeo é para uma versão de "Quicksand", de David Bowie, interpretada pela cantora novata Grace Woodroofe, da qual Ledger era empresário. O primeiro álbum da cantora também sai este ano, com produção de Ben Harper. Harper e Ledger tinham um selo, o Masses Music Co., fundado em 2007.